Case: nova ponte estaiada no Norte consome 42 mil m³ de concreto protendido
Obra de R$ 1,8 bilhão une duas margens, encurta logística regional e mostra o estado-da-arte da concretagem brasileira em estruturas especiais.

A nova ponte estaiada inaugurada parcialmente em junho de 2026 no Norte do país é o maior case recente de concretagem especial no Brasil. O projeto consumiu 42 mil m³ de concreto protendido classe C50, dosado em duas usinas montadas exclusivamente para a obra.
A logística foi o maior desafio: cada segmento do tabuleiro exigia concretagem contínua em janelas de 14 horas, com até 38 caminhões betoneira em revezamento e três bombas estacionárias em paralelo.
O traço foi desenvolvido em laboratório próprio, com adição de sílica ativa para resistência inicial e fibras de polipropileno para controle de fissuração térmica. Cada batelada saía com laudo de slump, ar incorporado e temperatura.
O caso reforça uma tendência: grandes obras de infraestrutura brasileiras voltam a contar com engenharia de concreto de classe mundial — e isso transborda para o mercado privado.
“Em obra grande, concreto não é insumo: é projeto à parte, com cronograma próprio.”


