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Case: nova ponte estaiada no Norte consome 42 mil m³ de concreto protendido

Obra de R$ 1,8 bilhão une duas margens, encurta logística regional e mostra o estado-da-arte da concretagem brasileira em estruturas especiais.

Por Redação Concreto News16 de junho de 20268 min de leitura
Ponte estaiada em fase final de concretagem do tabuleiro — hora azul.
Ponte estaiada em fase final de concretagem do tabuleiro — hora azul.

A nova ponte estaiada inaugurada parcialmente em junho de 2026 no Norte do país é o maior case recente de concretagem especial no Brasil. O projeto consumiu 42 mil m³ de concreto protendido classe C50, dosado em duas usinas montadas exclusivamente para a obra.

A logística foi o maior desafio: cada segmento do tabuleiro exigia concretagem contínua em janelas de 14 horas, com até 38 caminhões betoneira em revezamento e três bombas estacionárias em paralelo.

O traço foi desenvolvido em laboratório próprio, com adição de sílica ativa para resistência inicial e fibras de polipropileno para controle de fissuração térmica. Cada batelada saía com laudo de slump, ar incorporado e temperatura.

O caso reforça uma tendência: grandes obras de infraestrutura brasileiras voltam a contar com engenharia de concreto de classe mundial — e isso transborda para o mercado privado.

Em obra grande, concreto não é insumo: é projeto à parte, com cronograma próprio.

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