Sustentabilidade

Concreto verde avança: novos cimentos cortam até 40% das emissões de CO₂

Misturas com escória, cinza volante e calcário calcinado ganham espaço em obras públicas e privadas no Brasil — e a indústria corre para escalar a produção.

Por Redação Concreto News20 de junho de 20266 min de leitura
Corpo de prova de concreto de baixo carbono em ambiente natural.
Corpo de prova de concreto de baixo carbono em ambiente natural.

O cimento responde por cerca de 8% das emissões globais de CO₂. Para reverter o quadro, fabricantes brasileiros aceleraram em 2026 o lançamento de linhas com cimento LC3 (limestone calcined clay cement), capaz de reduzir até 40% das emissões por metro cúbico de concreto.

A reportagem visitou três usinas no Sudeste que já oferecem o chamado concreto verde como opção comercial. O traço incorpora escória de alto-forno, cinza volante e adições calcinadas, mantendo a resistência característica exigida em projeto.

Construtoras com obras financiadas por bancos multilaterais — BID, IFC e BNDES Verde — passaram a exigir essa especificação. O custo adicional, antes proibitivo, hoje fica entre 4% e 7% e tende a cair com a escala.

Para o consumidor final, a recomendação é clara: pergunte ao fornecedor se há linha verde disponível e exija o relatório de pegada de carbono junto à nota de entrega.

O concreto do futuro não é só mais resistente — é mais leve para o planeta.

Compartilhar esta reportagem

Continue lendo