Concreto verde avança: novos cimentos cortam até 40% das emissões de CO₂
Misturas com escória, cinza volante e calcário calcinado ganham espaço em obras públicas e privadas no Brasil — e a indústria corre para escalar a produção.

O cimento responde por cerca de 8% das emissões globais de CO₂. Para reverter o quadro, fabricantes brasileiros aceleraram em 2026 o lançamento de linhas com cimento LC3 (limestone calcined clay cement), capaz de reduzir até 40% das emissões por metro cúbico de concreto.
A reportagem visitou três usinas no Sudeste que já oferecem o chamado concreto verde como opção comercial. O traço incorpora escória de alto-forno, cinza volante e adições calcinadas, mantendo a resistência característica exigida em projeto.
Construtoras com obras financiadas por bancos multilaterais — BID, IFC e BNDES Verde — passaram a exigir essa especificação. O custo adicional, antes proibitivo, hoje fica entre 4% e 7% e tende a cair com a escala.
Para o consumidor final, a recomendação é clara: pergunte ao fornecedor se há linha verde disponível e exija o relatório de pegada de carbono junto à nota de entrega.
“O concreto do futuro não é só mais resistente — é mais leve para o planeta.”


